Zona urbana de Madrid em risco. Operacionais portugueses tentam controlar chamas em Ávila

Zona urbana de Madrid em risco. Operacionais portugueses tentam controlar chamas em Ávila

Os operacionais portugueses que se encontram em Espanha para ajudarem no combate às chamas têm como principal objetivo, neste momento, impedir que o incêndio de Ávila ultrapasse a Estrada Nacional 501, numa altura em que também a zona urbana de Madrid está em risco.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Ana Romeu - RTP

A RTP falou com o comandante operacional distrital de Santarém, David Lobato, segundo o qual as autoridades espanholas estão preocupadas com a hipótese de o fogo alcançar a capital espanhola.

“É expectável que não aconteça, mas o trabalho durante o dia de hoje é que vai ditar essa informação”, explicou à correspondente da RTP em Espanha, Ana Romeu.

A equipa portuguesa, composta por 134 homens e 41 veículos, está a trabalhar sob o comando da UME, a Unidade Militar de Emergências de Espanha.

“Foi uma noite mais tranquila” com a redução de temperaturas, mas “o perímetro é muito grande”, indicou David Lobato.

O responsável precisou que existem neste momento dois incêndios: um perto de Madrid e outro em Ávila, onde se contam já 50 mil hectares consumidos pelas chamas.

Em Ávila o objetivo é que as chamas não passem a Estrada Nacional 501, já que com a rotação do vento a sul poderá haver interação dos dois incêndios e provocar “situação um pouco mais complicada”.

“Temos todos os nossos homens, em conjunto com a UME, neste trabalho”, essencialmente de proteção de habitações e de manobras de fogo controlado, referiu o comandante português.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou esta manhã o posto de comando em Ávila. "Temos pela frente horas complexas. É verdade que esta noite foi muito positiva em relação à evolução do incêndio, o seu controlo. Vamos ver como se desenvolve o dia de hoje", afirmou.

Mais de 115.000 pessoas foram retiradas das suas casas e confinadas até ao momento devido aos incêndios florestais em Espanha.

A grande maioria das pessoas afetadas, cerca de 100.000, são residentes de localidades de Madrid e Ávila, enquanto as restantes 15.000 são de Castellón.
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